Um filme com Zac Efron que mistura trama sobrenatural e tem a aura de lições de moral da Disney. É, não dava para esperar um bom filme, mas A Morte e Vida de Charlie é suportável. Caso você tenha aquela namorada doida pelo ator ou aquela irmã mais nova cujo namorado não quer vê-la babando pelo eterno astro de High School Musical e, assim, for ao cinema, pense que poderia ser pior. Por que? Acompanhe.

Em uma pequena cidade dos EUA, vivem Charlie (Zac Efron) e Sam (Charlie Tahan) St Cloud, dois irmãos que amam velejar e sonhar fazer da vela sua carreira em um futuro. Sem condições de arcar com a ida para a universidade, os dois sonham juntos em meio a belas paisagens e a uma trilha que sobe ao retratar as esperanças dos irmãos.

Porém, durante um passeio de carro, os dois sofrem um acidente e Sam morre. A partir daí, Charlie vai descobrir que é capaz de conversar com o irmão morto em um mesmo local e mesmo horário do dia. Assim, cinco anos se passam e, para matar a saudade, Charlie, que se sente culpado pelo acidente, abdica de todos os seus sonhos para não abandonar o finado irmão (ou não ser abandonado, depende do ponto de vista).


Assim, Charlie se torna o “estranho” da cidade, considerado louco pela população e atraindo a curiosidade dos habitantes. De aspirante a velejador de sucesso a coveiro do cemitério, Charlie vai conversando com diversos mortos, sem jamais faltar a um bate-bola com o pequeno Sam. Porém, ele vai se envolver com Tess (Amanda Crew), uma – adivinhem! – velejadora, que fará com que Charlie leve sua vida adiante e não se prenda ao irmão para sempre.

Baseado no romance homônimo de Ben Sherwood, A Morte e Vida de Charlie tem direção de Burr Steers (do ótimo A Estranha Família de Igby e que já havia trabalhado com Efron na comédia 17 Outra Vez). Repleto de clichês do gênero, o filme deve agradar ao público brasileiro. Além de trazer o ator no auge de sua fama, é um filme familiar, que trata de amizade com momentos que se esforçam para ser emocionantes, além de fotografia e trilha sonora que não decepcionam.


Com a premissa há-sempre-um-momento-de-deixar-o-passado-para-trás, Efron terá essa “missão” de cuidar da própria vida e aceitar a morte do pequeno Sam. Como coadjuvantes, Kim Basinger ligada no automático em apenas uma tomada como a mãe dos meninos e Ray Liotta além da idade como um policial perto da morte que abrirá os olhos de Charlie para levar sua vida adiante.

O epílogo é confuso, com situações desnecessárias e que podem irritar os mais céticos. Porém, o filme é mesmo de Efron, que parece caminhar a vagarosos passos para melhores interpretações: a cena em que fica sabendo da morte do irmão é a maior prova disto. Portanto, se você é fã do galã, se identifica com tramas sobrenaturais e, ainda por cima, sente-se derretido com todos os elementos presentes nos longas lacrimosos, A Vida e Morte de Charlie vai valer sua ida ao cinema.

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