O post de hoje, diferentemente desde o primeiro dia do meu blog, não será sobre um filme. Uma atriz de potencial. Presa hoje, 29 de julho, Lindsay Lohan – Lilo para os íntimos – passará três meses na prisão por ter faltado a aulas de educação alcoolica após dirigir embriagada e sob efeito de cocaína, nos EUA.

Porém, vejo um potencial muito grande em Lindsay Lohan. Tem talento. É mais que uma doida que levou um soco da garçonete no dia do aniversário ou usa uma tornozeleira pra controlar seu consumo de álcool. Vejo um futuro e, acredito, que muitos fãs vão discordar de mim, a princípio, mas vão seguir minha linha de raciocínio.

Quem está estragando a carreira de Lilo são os próprios fãs. Aqueles que veem a pessoa famosa na merda e aplaudem. Riem. Quase como um jornal de celebridades. É fato. E eu tenho culpa também, pois sou fã de Lindsay e sou um jornalista que escreve sobre celebridades.

Escrevi sobre Lohan, li muito, acompanhei o caso desde o começo deste ano. Então, agora Lindsay está presa. Deve sair a tempo de sua pré-estreia de Inferno, em que interpreta a atriz pornô Linda Lovelace, do filme Garganta Profunda, o pornô mais famoso do mundo. No pôster, já a polêmica: Lilo, tensa, sentada na cama, recebe três caras prestes a lhe fuder. Ou pro novo do Tarantino, Machete, em que foi divulgado o pôster da atriz, vestida de freira, e lambendo uma arma. Pecado e redenção, proibido e santo. Garota esperta. Ela sairá, cedo ou tarde será libertada.

Porém, surgem campanhas Free Lilo, como se ela não tivesse feito nada de errado. Como se ela não pudesse ter matado alguém. E depois, quando sair em público da cadeia, receberá as palmas, lágrimas e amor dos fãs alucinados que sua musa está viva. Está. E se continuar sendo ovacionada, vai fazer todas as merdas possíveis para depois ser aplaudida de pé. Afinal, todos queremos nosso tempo de brilho frente aos súditos que, em algumas culturas, também recebe o nome de “fãs”.