A idéia é simples: dois adultos com relacionamentos amorosos frustrados, pendências a serem resolvidas e carentes, sozinhos em um lugar isolado. A paixão que um despertará no outro é certa.

Foi pensando nisso que o diretor George C. Wolfe decidiu adaptar o livro de Nicholas Sparks, autor do surpreendente belo Diário de uma paixão, dirigido por Nick Cassavetes.

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Reunindo pela terceira vez a dupla Richard Gere e Diane Lane, a história não funciona tanto quanto o drama Infidelidade (segunda união dos dois), de Adrien Lyne, porém a química ainda funciona.

Gere interpreta Paul, um médico que aluga uma casa de veraneio à beira mar às vésperas de um furacão que está prestes a chegar no local. Está ali para acertar contas com um morador local e resolver problemas do passado com o filho. A casa à beira-mar é alugada por Lane, no papel de Adrienne, que divide a casa da amiga Jean (indicada ao Oscar 2009 como atriz coadjuvante por sua interpretação em Dúvida) com o charmoso médico.

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Sozinhos e com diversas mágoas passadas e presentes, o romance (pouco) intimista do autor tenta ser reforçado pela fotografia do brasileiro Affonso Beato, que aproveita bem as imagens litorâneas.

Sempre criando homens apaixonados e apaixonantes, as histórias de Sparks agradam, na maioria das vezes, às mulheres. Hollywoodiano aos moldes antigos, incluindo uma trilha que entoa alto nos momentos mais melosos, o filme tenta criar uma magia de lugares que foram palcos de fortes histórias de amor. O feito, bem criado em películas como O segredo de Brokeback Mountain e Titanic, não conquista.

Nights in Rodanthe

O final trágico, como de costume nos romances de Sparks, fará as espectadoras femininas se emocionarem. A trilha sonora, com deliciosas pérolas clássicas no entanto, deve agradar a todos.

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