O diretor Paul McGuigan (de Amor à flor da pele) e o roteirista David Bourla são os responsáveis por Heróis, filme que conta a história de seres humanos que ganharam poderes após experimentos psíquicos iniciados na 2ª Guerra Mundial.
Telecinéticos, videntes e manipuladores de mentes são alguns dos personagens desse longa, que chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de maio.

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A palavra “responsáveis” talvez não seja a mais sensata de se usar, mas sim “culpados”. A história bebe das mais diversas fontes – de X-Men a filmes de ação orientais dos anos 80 – e gera uma miscelânea de clichês que, com certeza, provocarão risos involuntários na plateia.

Nick Gant (Chris Evans, de O Quarteto Fantástico) é um telecinético, ou seja, pode mover objetos com a mente. Vivendo em Hong Kong, ele foge da Divisão, uma organização responsável pela aplicação de uma droga que transformaria seres humanos comuns em armas letais e que foi criada durante o regime nazista.

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Surge em seu caminho a adolescente Cassie Holmes (a menina prodígio do cinema atual, Dakota Fanning), que diz precisar de sua ajuda para eliminar a Divisão graças ao seu poder como vidente.

Eles buscam Kari (a bela Camille Belle), uma manipuladora de mentes que os ajudará a enfrentar o vilão Henry Carver (Djimon Hounsou, desperdiçando talento) e seu aliado, o russo Victor Budarin (Neil Jackson). Além disso, o próprio governo de Hong Kong conta com seus seres fantásticos, os chamados berradores (sim, eles matam usando seus gritos), que pretendem destruir o trio bonzinho de heróis.

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Com rostos conhecidos nos papéis principais, Heróis é uma sucessão de clichês que cansam e não empolgam em nenhum momento. Chris Evans parece cansado o tempo todo, talvez lembrando os áureos tempos de O Quarteto Fantástico. A afinidade dele com Dakota Fanning funciona, e é ela quem destila os poucos momentos engraçados do disperso roteiro.

A história se perde em (d)efeitos especiais que não convencem e cenas de ação que não empolgam. O ritmo cansativo e o roteiro fraco contribuem para que os mais batidos clichês surjam sem inovação alguma no filme, como a sede de vingança pelos familiares mortos e câmera lenta para enaltecer certos momentos.

Um filme tedioso, confuso e definitivamente dispensável.

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