A Dreamworks Animation é um caso raro na produção de filmes de animação. Suas animações convencionais, como Caminho para El Dorado, Sinbad – a lenda dos sete mares e Spirit – o corcel indomável não foram bem recebidos pelo público. Com FormiguinhaZ, a história se assimilava a Vida de Inseto, da concorrente Pixar, que conseguiu grande êxito em relação à primeira animação digital da Dreamworks. Os títulos seguintes, como Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda (indicado ao Oscar de Melhor Animação deste ano, inclusive), levaram a produtora a mostrar que pode incomodar, sim, o grande império Disney/Pixar.

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Como aconteceu com o fenômeno Shrek (que já prepara suas quarta e quinta partes), a sequência de Madagascar revisitou a fórmula mágica e deu ênfase aos seus personagens secundários. Como o filme do famoso ogro verde havia feito, ao injetar mais ação de seus melhores personagens (Burro, Gato de Botas, princesas e outros seres dos contos de fadas), Madagascar 2 aproveitou ao máximo os alucinados lêmures e os pinguins psicopatas do primeiro filme. Deu certo. E muito.

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O filme ganha um humor irônico, de duplo sentido e de forte característica non-sense ao acompanhar um acidente que levaria o quarteto do filme original de uma praia deserta (onde se passa o primeiro filme) direto para o zoológico de Nova York, habitat “natural” dos simpáticos personagens. O plano, obviamente, não dá certo e eles vão parar na África. Lá, o leão Alex, a zebra Marty, a girafa Melman e o hipopótamo Gloria vão descobrir suas emocionantes origens.

Sem o tom açucarado da Disney, as histórias emocionam porém, sempre, com muito humor (algumas das piadas não são muito compreendidos pelas crianças, como de praxe), mas é impossível não se deixar levar pela história ágil.

O timing certo, uma trilha divertida e a certeza que continuações podem, sim!, ser muito melhores que seu original.

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